quarta-feira, 8 de julho de 2009

Cientistas da University of California, Berkeley, nos EUA, descobriram o que, segundo eles, era a peça que faltava para saber as razões pelas quais o stress conduz à disfunção sexual e à infertilidade.

O estudo, publicado na edição online da revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), refere que o stress aumenta os níveis de hormonas denominadas “glucocorticóides”, como o cortisol, que inibem a libertação da hormona sexual gonadotrofina, originando um efeito negativo no número de espermatozóides, na ovulação e na actividade sexual.

A investigação, liderada por Elizabeth Kirby, verificou, em testes realizados em ratos, que o stress aumenta os níveis da hormona inibidora da gonadotrofina (GnIH) no cérebro.

Este facto já tinha sido constatado há nove anos em testes realizados com pássaros. Contudo, o que o estudo trouxe de novo foi a descoberta de que esta hormona (presente em muitos mamíferos, incluindo no homem) tem uma acção idêntica nos mamíferos.

Segundo o co-autor do trabalho, George Bentley, citado pela EureKalert, este estudo revela que a GnIH possui um importante papel na inibição da reprodução dos mamíferos, facto que não tinha sido verificado há nove anos atrás.

O cientista acrescenta que, como consequência, o stress crónico pode levar a uma baixa da actividade sexual, bem como a uma diminuição da fertilidade. Mesmo o stress que ocorre durante os tratamentos de infertilidade pode bloquear a sua eficácia, tal como o prova muitos casos em que os casais conseguem conceber após o fracasso da reprodução medicamente assistida.

Outra aplicação possível desta descoberta é na reprodução de animais em cativeiro, uma vez que eles são também muito afectados pelo stress.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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